TPS – Tesão Pós Show

Eu estava extasiado com um fenômeno que eu tinha acabado de presenciar, de sentir. Percebi em um súbito instante as sensações sublimes que uma pessoa pode causar, uma adrenalina generalizada que consumiu e penetrou apenas 60 mil pessoas. E o show da Diva se findou e as pessoas saiam do Estádio, creio que a maioria, com a mesma sensação que eu sentia. Encontrei Lê (Letícia), achei até estranho, porque tinha uma multidão, despedi dela, desejei sorte e felicidades, dei um abraço apertado e já confirmei minha presença no próximo show da Bee junto com ela.
Retorno-me ao ponto inicial, Portão 2, e a Claudinha já tinha me informado que ônibus naquela situação seria só as 5 da manhã e olha lá. E realmente foi o que aconteceu. Fiquei sentado na calçada do Morumbi, junto com um monte de pessoas que assim como eu, não tinham dinheiro pra voltar pra casa de taxi, estavam molhados, com frio e com sono, mas foi legal. Ganhei um super amigo nesse momento Alex um fanático como eu pela a Diva, só que ele me abandonou cedo. E fiquei lá esperando a hora passar e o ônibus chegar. Mas ele não chegava.
Ônibus iam e viam, ou melhor, só iam, e o que eu precisava pegar era o que vinha só que o frio era tanto que decidi entrar no que “ia”, resultado, conheci São Paulo por inteira (risos). Andei, e como andei. Cheguei no ponto final da linha e o cobrador mandou eu descer, imagina a cara que eu fiquei ¬¬. Eu falei que não sabia onde estava, que eu não era de Sampa, ai falei pra ele qual era o meu destino, ele pediu pra eu descer e pegar o mesmo ônibus no próximo ponto foi o que fiz, entrei e fiquei esperando chegar o danado do Terminal Capelinha. Pensei que sabia onde era, mas, pensei errado, vi um lugar familiar, e desci. Lugar errado. Olhei em um cartaz que continha a linha dos ônibus que passavam ali, e perguntei pra um cara quanto tempo faltava até chegar no Terminal Capelinha, suspense nessa hora, e ele disse: - Nossa ainda falta uns 40 minutos, de ônibus!. Imagina a minha poker face de novo. Ai falei pra ele onde eu precisava ir e ele disse que o ônibus que passava na rua na casa da Tia Noé (tia da Claudinha), Rua Luar do Sertão, passava ali e era só eu esperar, e foi o que fiz.
Sem brincadeira, 20 minutos de espera, tenso viu.
Mas enfim ele chegou e minha preocupação passou a ser em dormir no ônibus e passar do ponto, mas resisti (risos). Cheguei, 08:00h. Tomei um banho, deitei, agradeci muito a Deus pela oportunidade e dormi, o sono dos melhores que já tive. Se sonhei eu nem me lembro, ainda estava vivendo um sonho, que por sinal foi muito bom.

0 comentários: